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26fev/101

A educação a distância e o desafio da evasão

Por Patrícia Sales, do Senac-DF

Evasão em cursos de ead

Censo da Educação Superior: Em 2008, o crescimento no número de matrículas em cursos de ead, comparado com 2007, foi de 96,9%.

A educação a distância é uma modalidade de ensino crescente nas instituições de ensino e também nas organizações de trabalho de todo o mundo. O Censo da Educação Superior 2008 apontou um aumento, no Brasil, de 96,9% nas matrículas em cursos a distância em relação a 2007.

O Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta (AbraEAD) 2008 mostrou que as empresas vêm crescentemente investindo em cursos a distância para a capacitação de seus servidores; enquanto, em 2005, 6,3% dos investimentos em capacitação foram destinados a essa modalidade, em 2007, essa parcela passou para 25,6%.

As “versões” mais recentes da educação a distância se utilizam das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação), que possibilitam a criação e aprimoramento das estratégias de ensino, apoiadas em ambientes virtuais de aprendizagem, como o Moodle. Esses ambientes fornecem um sem número de funções e permitem maior interatividade, grande capacidade de armazenamento de informações, além de garantirem maior flexibilidade e ajuste ao perfil do público-alvo, geralmente adulto e com pouco tempo disponível para o estudo.

Porém, mesmo a flexibilidade e o apoio fornecido pelas NTICs à educação a distância não impediram as altas taxas de evasão nesses cursos. No país, observam-se taxas superiores a 30% em cursos corporativos e universitários.

As pesquisas dão indícios de que a evasão está relacionada à dificuldade e à longa duração dos cursos, a pouca adequação dos cursos às necessidades dos alunos, à complexidade e à quantidade de atividades escritas exigidas, à falta de tempo do aluno, às más condições de estudo no trabalho e em casa, entre outros motivos relacionados ao curso e ao contexto do aluno.

Porém, há também fortes indícios de que a evasão esteja relacionada a questões individuais do aluno e ao desempenho do tutor.

Do aluno é exigido que seja disciplinado para cumprir os prazos estabelecidos, que tenha capacidade de administrar o seu tempo, que elabore planos de estudo, que tenha domínio das ferramentas tecnológicas, que seja persistente ao encontrar as dificuldades ao longo do curso, entre outros atributos.

Do tutor é exigido saber conduzir bem as discussões, ter conhecimento profundo do tema tratado, fornecer feedbacks rápidos e de qualidade aos alunos, abordar os conteúdos de forma didática.

Diminuir as taxas de evasão na educação a distância é um desafio, dada a gama de fatores que se relacionam ao fenômeno. Porém, as pesquisas vêm trazendo direções concretas para as ações de prevenção do abandono do aluno. Cabe a nós trabalhar e usufruir dos benefícios da modalidade!

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11jan/100

Censo Educação Superior: Cursos tecnológicos em ascensão

Fontes: Setec e R7.com

De acordo com o Censo da Educação Superior, divulgado em novembro de 2009, o número de estudantes matriculados em cursos de tecnologia registrou aumento de 18,7%, saltando de 347 mil em 2007 para 421 mil em 2008. O crescimento de 2007 para 2008 é a continuação de uma tendência que se observa há alguns anos. Em 2002, o número de matrículas era de 81,3 mil. Ou seja, o número registrado no último Censo representa mais de 5 vezes as matrículas efetuadas em 2002.

Fonte: r7.com

Mercado e Governo

O aumento da oferta de cursos tecnológicos reflete uma demanda do mercado e os resultados da política governamental de incentivo à educação profissional e tecnológica. O Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, realizado em Brasília entre os dias 23 e 27 de novembro de 2009, é certamente uma das referências dessa política. No Fórum, discutiram-se as demandas e os rumos da educação profissionalizante, ressaltando-se sempre sua posição estratégica na agenda de desenvolvimento econômico e social dos países participantes.

No Brasil, ao contrário de muitos países desenvolvidos, a educação tecnológica ainda está em fase de consolidação. Os cursos de bacharel – aqueles que formam para a pesquisa científica – mantêm uma hegemonia que, segundo alguns críticos, é incompatível com as necessidades de desenvolvimento tecnológico do Brasil. Em reportagem publicada no R7, da rede Record, Jorge Guaracy, presidente da Associação Nacional de Tecnólogos, afirma que em países desenvolvidos a média é de 1 bacharel para 5 tecnólogos.

Instituições privadas

Ainda de acordo com os dados do Censo, as instituições privadas são responsáveis por 90% da oferta de vagas no ensino superior. São 2.016 instituições particulares que oferecem 17.947 cursos, contra 236 públicas com uma oferta de 6.772 cursos. Desses dados, é possível perceber que as instituições particulares respondem melhor a diversificação de carreiras observadas no mercado. Sua carteira de cursos é 2,65 vezes maior que a das instituições públicas. Além disso, o número de matrículas na rede privada é 3 vezes maior – 3.806.091. Das 10 instituições que mais efetuaram matrículas em 2008, apenas 2 eram públicas (USP, em 6º lugar, e a UNESP, em 10º lugar).

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