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22jun/100

Trabalho remoto tem grande futuro no Brasil

Publicado originalmente no blog do Ministério do Trabalho e Emprego

O professor, sociólogo e especialista em relações do Trabalho, José Pastore, disse nesta quarta em palestra na Câmara dos Deputados que o trabalho virtual ou teletrabalho irá “arrebanhar grande contingente de brasileiros” na próxima década.

“O teletrabalho é o regime do futuro e o que mais se expande no Brasil. Ele melhora a qualidade de vida das pessoas em geral não só porque elas ficam mais em casa mas também em razão de que assim elas não precisam circular tanto nos centros das grandes cidades. Isso melhora trânsito e evita novas construções”, disse o professor.

Pastore preferiu não arriscar falar em números. Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação feita entre 3.700 empresas no ano passado revelou que o teletrabalho está presente em 25% delas. Em 2006 o índice era de 15%.

Na Câmara, projeto que regulamenta o trabalho remoto está na Comissão de Constituição e Justiça, depois de ter sido aprovado pela Comissão do Trabalho no dia 19 de maio.

Segundo a proposta, a relação de emprego no teletrabalho será regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. Entre outras prerrogativas, o teletrabalhador terá direito a salário, férias, feriados, licenças previstas na CLT e faltas por doença. Os teletrabalhadores não terão direito a horas extras, por se tratar de jornada aberta, e a remuneração deverá ajustar-se às horas normais de trabalho.

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Teletrabalhador deve receber hora extra

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26fev/101

A educação a distância e o desafio da evasão

Por Patrícia Sales, do Senac-DF

Evasão em cursos de ead

Censo da Educação Superior: Em 2008, o crescimento no número de matrículas em cursos de ead, comparado com 2007, foi de 96,9%.

A educação a distância é uma modalidade de ensino crescente nas instituições de ensino e também nas organizações de trabalho de todo o mundo. O Censo da Educação Superior 2008 apontou um aumento, no Brasil, de 96,9% nas matrículas em cursos a distância em relação a 2007.

O Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta (AbraEAD) 2008 mostrou que as empresas vêm crescentemente investindo em cursos a distância para a capacitação de seus servidores; enquanto, em 2005, 6,3% dos investimentos em capacitação foram destinados a essa modalidade, em 2007, essa parcela passou para 25,6%.

As “versões” mais recentes da educação a distância se utilizam das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação), que possibilitam a criação e aprimoramento das estratégias de ensino, apoiadas em ambientes virtuais de aprendizagem, como o Moodle. Esses ambientes fornecem um sem número de funções e permitem maior interatividade, grande capacidade de armazenamento de informações, além de garantirem maior flexibilidade e ajuste ao perfil do público-alvo, geralmente adulto e com pouco tempo disponível para o estudo.

Porém, mesmo a flexibilidade e o apoio fornecido pelas NTICs à educação a distância não impediram as altas taxas de evasão nesses cursos. No país, observam-se taxas superiores a 30% em cursos corporativos e universitários.

As pesquisas dão indícios de que a evasão está relacionada à dificuldade e à longa duração dos cursos, a pouca adequação dos cursos às necessidades dos alunos, à complexidade e à quantidade de atividades escritas exigidas, à falta de tempo do aluno, às más condições de estudo no trabalho e em casa, entre outros motivos relacionados ao curso e ao contexto do aluno.

Porém, há também fortes indícios de que a evasão esteja relacionada a questões individuais do aluno e ao desempenho do tutor.

Do aluno é exigido que seja disciplinado para cumprir os prazos estabelecidos, que tenha capacidade de administrar o seu tempo, que elabore planos de estudo, que tenha domínio das ferramentas tecnológicas, que seja persistente ao encontrar as dificuldades ao longo do curso, entre outros atributos.

Do tutor é exigido saber conduzir bem as discussões, ter conhecimento profundo do tema tratado, fornecer feedbacks rápidos e de qualidade aos alunos, abordar os conteúdos de forma didática.

Diminuir as taxas de evasão na educação a distância é um desafio, dada a gama de fatores que se relacionam ao fenômeno. Porém, as pesquisas vêm trazendo direções concretas para as ações de prevenção do abandono do aluno. Cabe a nós trabalhar e usufruir dos benefícios da modalidade!

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